
| Padrão FCI nº 191 - 22 de junho de 2001. | |
| Origem: França e Bélgica; Nome de origem: Bouvier des Flandres / Vlaamse Koehond; Utilização: boiadeiro. |
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| Classificação FCI | Grupo 1 -
Cães Pastores e Boiadeiros (Exceto os Suíços); Seção 2. - Cães Boiadeiros; Com prova de trabalho. |
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* Atualizado em 03/02/2003 |
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SUMÁRIO HISTÓRICO
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PADRÃO CBKC
| ASPECTO GERAL | - brevilíneo.
Com tronco curto e atarracado, membros fortes e bem musculosos. O Boiadeiro
de Flandres sugere potência sem rusticidade. - Deve ser julgado em sua posição natural, sem nenhum contato com o apresentador. |
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| PROPORÇÕES | - o comprimento do
tronco, da ponta do ombro à ponta do ísquio, deve ser, sensivelmente, igual
à altura na cernelha. - a proporção entre o comprimento do crânio e o do focinho é de 3:2. |
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| TALHE | - altura na cernelha: machos
de 62 a 68 cm. fêmeas de 59 a 65 cm. - Tolerância: mais ou menos 1 cm. - A altura ideal é a média dos dois limites: 65 cm para os machos e 62 cm para as fêmeas. |
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| - | - comprimento:
(padrão não comenta).
- peso: aproximadamente: de 35 a 40 quilos para os machos. de 27 a 35 quilos para as fêmeas. |
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| TEMPERAMENTO | - calmo. Pelo fogo do olhar, ele revela inteligência, energia e audácia. Deve conservar, ingegralmente, suas aptidões para o trabalho. | |
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| PELE | - firmemente ajustada, sem frouxidão significativa. As bordas das pálpebras e dos lábios são sempre bem escuras. | |
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| PELAGEM | - pêlo bem farto, forma com o subpêlo uma capa protetora perfeitamente adaptada às bruscas variações climáticas da terra de origem da raça. Rústico ao toque, seco e fosco, nem muito longo nem muito curto (em torno de 6 cm), ligeiramente eriçado sem ser lanoso ou encaracolado. Sobre a cabeça é mais curto, e quase raso na face externa das orelhas, cujo pavilhão interno é protegido por uma pelagem moderadamente longa. O lábio superior guarnecido de bigodes e o queixo de uma barba cerrada e eriçada, conferindo a expressão barbuda característica da raça. Sobrancelhas revestidas de pêlos levantados, acentuando a forma das arcadas superciliares, sem velar os olhos.O pêlo é, particularmente, espesso e cheio sobre a parte superior do dorso, encurtando em direção aos membros, mas permanecendo todo áspero. Deve-se evitar o pêlo raso, porque denota uma falta de subpêlo. O subpêlo forma uma camada de pêlos finos e cerrados. | |
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| COR | - é geralmente cinza, tigrada ou encarvoada. A pelagem preta é igualmente aceita sem ser favorecida. A pelagem clara não é admitida. Uma estrela branca no peito é tolerada. | |
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| CABEÇA | - de aparência massuda; mais acentuada ainda pela barba e pelos bigodes. É proporcional ao tronco e ao porte. Revela-se bem cinzelada ao toque. As linhas superiores do crânio e do focinho são paralelas. Proporção crânio/focinho 3:2. Arcos zigomáticos pouco salientes. | |
| - | Crânio | - bem
desenvolvido e plano; um pouco mais longo que largo. - O sulco sagital é apenas marcado. |
| - | Stop | - pouco marcado, mais aparente que real em virtude dos supercílios elevados. |
| - | Focinho | - grande, poderoso, ossudo, cana nasal reta, diminuindo para a ponta, sem ser pontiagudo. Mais curto que o crânio e seu perímetro, medido logo à frente dos olhos, é quase igual ao comprimento da cabeça. |
| - | Trufa | - de perfil, continua a linha superior do focinho em suave arco convexo na ponta. Bem desenvolvida, de narinas bem abertas, bordas arredondadas e sempre de cor preta. |
| - | Lábios | - bem fechados e fortemente pigmentados. Bochechas planas e secas. |
| - | Mordedura | - maxilares poderosos, de igual comprimento, a oclusão dos incisivos pode ser, igualmente, em tesoura ou em torquês. Dentes fortes, brancos e sadios, dentadura completa. |
| - | Olhos | - de expressão franca e enérgica; inseridos no plano da pele numa linha horizontal. De formato ligeiramente oval. A cor deve ser a mais escura de acordo com a pelagem. Pálpebras de cor preta, sem sinal de despigmentação. As conjuntivas devem ficar ocultas. |
| - | Orelhas | - de
inserção alta, acima do nível dos olhos, a dobra não deve ultrapassar o
plano superior do crânio. Forma e porte: semi-longas, em forma de um triângulo eqüilátero, levemente arredondadas nas pontas, caindo rente às faces, salvo um leve afastamento junto à inserção; nem dobradas nem cacheadas; proporcionais ao tamanho da cabeça; revestidas de pêlos rasos. Quando cortadas, em forma de triângulo são portadas bem erguidas e móveis; |
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| PESCOÇO | - deverá ser livre e suficientemente erguido. Forte, musculoso, alargando-se gradualmente para os ombros; seu comprimento é ligeiramente menor que o da cabeça. Nuca poderosa e ligeiramente arqueada. Sem barbelas. | |
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| TRONCO | - poderoso, robusto e curto. | |
| - | Linha superior | - linha superior do dorso e do lombo horizontal, reta e firme. |
| - | Cernelha | - ligeiramente saliente. |
| - | Dorso | - curto, largo, musculoso e bem substancioso; sem revelar debilidade; flexível. |
| - | Peito | - largo e bem profundo até o nível dos cotovelos e não deve ser cilíndrico. |
| - | Costelas | - as primeiras são ligeiramente arqueadas; as outras, bem arqueadas e muito inclinadas para trás, conferindo ao peito comprimento desejável. A distância entre a ponta do esterno e a última costela deve ser longa, aproximadamente 7/10 da altura na cernelha. |
| - | Ventre | - levemente esgalgado. |
| - | Lombo | - curto, largo, musculoso, flexível, sem revelar fraqueza. Os flancos são curtos, especialmente nos machos. |
| - | Linha inferior | - a parte inferior do peito se levanta muito ligeiramente para o ventre levemente esgalgado. |
| - | Garupa | - em continuação à linha superior fundindo-se imperceptivelmente à cinta pélvica. De largura moderada nos machos e mais desenvolvida nas fêmeas. |
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| MEMBROS | ||
| Anteriores - de ossatura forte, bem musculosos. São perfeitamente retos e paralelos vistos de frente. | ||
| - | Ombros | - escápulas relativamente longas, musculosas, sem serem pesadas; moderadamente anguladas; do mesmo comprimento que o úmero. |
| - | Braços | - moderadamente oblíquos. (padrão não comenta). |
| - | Cotovelos | - trabalhando bem ajustados e paralelos; rente ao tórax e corretamente direcionados para a frente. |
| - | Antebraços | - vistos de qualquer ângulo, paralelos e verticais. Bem musculosos com uma forte ossatura. |
| - | Carpos | - no mesmo prumo do antebraço. O osso pisiforme é a única parte saliente. Ossatura forte. |
| - | Metacarpos | - muito curtos e de pouquíssima inclinação. Ossatura forte. |
| - | Patas | - curtas, redondas e compactas, corretamente direcionadas para a frente. Dedos fechados e arqueados. Unhas fortes e pretas. Almofadas espessas e duras. |
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| Posteriores - poderosos, com musculatura pronunciada, bem aprumados. Vistos por trás, perfeitamente paralelos; devem se mover no mesmo plano dos anteriores. | ||
| - | Coxas | - largas, bem musculosas, direcionadas paralelamente ao plano mediano do corpo. O fêmur deverá moderadamente inclinado. A nádega é bem descida e firme. |
| - | Joelhos | - situados sobre uma linha teórica vertical, baixada do ponto mais elevado da anca (crista ilíaca). |
| - | Pernas | - de comprimento moderado, bem musculosas, moderadamente anguladas. |
| - | Metatarsos | - robustos e secos, mais para cilíndricos; verticais quando o cão está em "stay" natural. Sem ergôs. |
| - | Jarretes | - curtos, largos, musculosos e firmes. Vistos por trás, são retos e paralelos em posição de stay. Em movimento, corretamente direcionados para a frente. |
| - | Patas | - redondas, sólidas, dedos cerrados e arqueados. Unhas fortes e pretas; almofadas plantares, espessas e duras. |
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| Cauda | - inserida
relativamente alta, devendo estar no alinhamento da viga vertebral. Alguns
cães podem apresentar anurismo congênito, aceitável. - Nos países onde a caudectomia é permitida, deve ser cortada na semana do nascimento, deixando duas ou três vértebras. |
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| Movimentação | - o Boiadeiro de Flandres deve ser harmoniosamente proporcionado, de maneira a permitir uma movimentação livre, fluente e confiante. O passo e o trote são sua movimentação habitual, embora existam igualmente os que fazem o passo travado ou passo de camelo. | |
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| Faltas | - avaliadas conforme a gravidade. | |
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| Faltas graves | . timidez. . aspecto molossóide; cão muito pesado. . troco nitidamente longo demais (ligeira tolerância para as fêmeas); muito leve. . cabeça maciça demais; stop muito marcado. . sulco sagital marcado; apófises zigomáticas muito salientes. . crânio abobadado, estreito; crista occipital muito pronunciada; total falta de paralelismo entre o crânio e o focinho. . focinho muito longo; trufa pinçada. . lábios flácidos ou espessos. . torção mandíbular; má oclusão; dentes pequenos, doentes e mal alinhados. . olhos claros, esbugalhados; olhar atípico. . orelhas inteiras franzidas, formando dobras (lobulares). . pescoço cilíndrico; barbelas. . dorso selado ou carpeado. . importantes defeitos de aprumos; jarretes muito angulados; cão muito parado. . pêlo sedoso; ausência de subpêlo; pêlo volumoso, brilhante, preparado. . falta de guarnição na cabeça. . defeitos de pigmentação: trufa, lábios e pálpebras. |
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| DESQUALIFICAÇÕES - as gerais
e mais . cão medroso e perigosamente agressivo. . falta de tipicidade. . trufa despigmentada ou de outra cor exceto o preto. . focinho pontiagudo. . prognatismo superior ou inferior. . falta de qualquer outro dente que não seja o P1. . olhos claros ou de rapina. . entrópio ou ectrópio; pálpebras despigmentadas. . pelagem de cor marrom chocolate, branco, sal e pimenta, cor desbotada, qualquer cor loura, do claro ao ruivo, mesmo encarvoado. . tamanho fora dos limites do padrão. . |
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| NOTA: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal. | ||