Seta_voltar.gif (2198 bytes)DOGUE ARGENTINO

 

Padrão FCI nº 292 - 29 de janeiro de 1999.
Origem: Argentina
Nome de origem: Dogo Argentino
Utilização: 
guarda, defesa, caça a grandes animais e rinha.
Classificação FCI  - grupo 2 - Pinscher, Schnauzer, Molossos e Boiadeiros Suíços; 
seção 2. Molossos
2.1. - Tipo Dogue;
 
- Sem prova de trabalho.
* Atualizado em 03 de novembro de 2003

 

SUMÁRIO HISTÓRICO:

ASPECTO GERAL - ASPECTO GERAL: Molosso de tipo normal, mesomorfo e macrotálico dentro das proporções desejadas, sem gigantescas dimensões. Seu aspecto é harmonioso e vigoroso, devido aos seus poderosos músculos, debaixo de uma consistente e elástica pele, aderidos ao corpo por um tecido subcutâneo pouco solto. De andar tranqüilo, seguro, inteligente e de reações rápidas, demonstrando permanente alegria em seus movimentos. De caráter cordial e afetuoso, uma admirável cor branca, suas virtudes físicas o mostram um verdadeiro atleta.
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PROPORÇÕES - Por ser um animal mesoformo, nenhuma de suas regiões se salienta de seu corpo que é harmonioso e equilibrado.
Mesocéfalo: o focinho deve ter o mesmo comprimento que o crânio.
A altura da cernelha é igual à altura da garupa.
A profundidade do tórax é igual a 50% da altura da cernelha.
O comprimento do corpo ultrapassa a altura da cernelha em 10%.
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TALHE - altura na cernelha: Machos: 62 a 68 cm.
Fêmeas : 60 a 65 cm.
- - comprimento: (padrão não comenta).
- peso: (padrão não comenta).
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TEMPERAMENTO - alegre, franco, humilde, amigável, pouco ladrador, demonstrando sempre ser consciente de seu poder.
Jamais deve ser agressivo, característica que deve ser severamente observada. Sua atitude dominante o mostra em contínua competição territorial com exemplares do mesmo sexo, característica mais notável nos machos. Como caçador é astuto, silencioso, valente e corajoso.
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PELE - homogênea, de espessura moderada, mas suave e elástica. Ajustada ao corpo por um tecido subcutâneo semi-lasso que lhe permite movimentos livres, sem formar rugas relevantes, exceto na região do pescoço onde o tecido subcutâneo é mais frouxo. Com a menor pigmentação possível, apesar desta aumentar com a idade. A pele excessivamente pigmentada não é aceita. Preferem-se exemplares com as bordas das mucosas labiais e as pálpebras pigmentadas de preto.
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PELAGEM - Pêlo uniforme, curto, liso e suave ao tato com um comprimento aproximado de 1,5 cm a 2 cm. Sua densidade e grossura variam segundo os climas. Em climas tropicais a pelagem é fina e rala (deixando transparecer a pele fazendo-se visíveis as regiões pigmentadas, o que não é motivo de penalidade) e mais grossa e densa nas regiões frias onde pode aparecer subpêlo.
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COR - integralmente branca. Admite-se, unicamente, uma mancha preta ou de tonalidade escura ao redor dos olhos, não cobrindo mais de 10% da cabeça. Entre dois cães de iguais condições, o juiz sempre deverá escolher o mais branco.
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CABEÇA - de tipo mesocefálico, de aspecto forte e poderoso, sem ângulos abruptos nem cinzelamento, mostra um perfil côncavo-convexo; convexo no crânio devido ao relevo dos músculos mastigadores e da nuca; e ligeiramente côncavo no focinho. Articulado com o pescoço forma um arco de forte musculatura.
- Crânio - massudo, convexo em sentido antero-posterior e transversal. Com arcos zigomáticos muito separados do crânio formando uma ampla fossa temporal que possibilita o grande desenvolvimento do músculo temporal. O occipital não é muito proeminente devido ao forte músculo da nuca. O sulco sagital do crânio é ligeiramente definido.
- Stop - levemente definido, fazendo a transição entre a convexidade craniana e uma ligeira concavidade facial. Visto de perfil, nos fornece um contorno definido, devido ao relevo das arcadas superciliares.
- Focinho - forte, um pouco mais longo do que profundo, de largura bem desenvolvida, com suas laterais ligeiramente convergentes. A linha superior é ligeiramente côncava, característica quase exclusiva do dogue argentino.
- Trufa - narinas amplas; pigmentação preta. Ligeiramente elevada de frente dando à terminação a concavidade do focinho. Visto de perfil, a linha anterior é perpendicular à linha superior e reta, coincidindo com o ponto extremo do maxilar ou ligeiramente à frente dele.
- Lábios - moderadamente grossos, curtos e ajustados, com os bordos livres e preferencialmente pretos. Bochechas longas e relativamente planas, sem dobras, relevos ou cinzelamento, revestidas por uma pele forte.
- Mordedura - maxilares fortes e bem ajustados sem prognatismo superior ou inferior. Os maxilares são ligeiramente convergentes proporcionando homogeneidade às arcadas dentárias. Os maxilares asseguram capacidade máxima da mordida. Dentes grandes, bem desenvolvidos firmemente inseridos em linha. A dentadura completa é recomendada, dando-se prioridade à homogeneidade das arcadas dentárias. Mordedura em torquês, aceitando-se a mordedura em tesoura.
- Olhos - escuros ou cor de avelã, protegidos por pálpebras com orlas preferencialmente pretas sendo que a ausência de pigmentação não é falta. Amendoados, inserção média e bem separados.
A expressão deve ser alerta e viva, ao mesmo tempo, bem firme, especialmente nos machos.
- Orelhas - inseridas altas e lateralmente, bem separadas devido à largura do crânio. Funcionalmente, deverão apresentar-se cortadas e eretas, em forma triangular e de um comprimento que não exceda 50% do bordo anterior da orelha natural.
Íntegras (não cortadas), as orelhas são de comprimento médio, grossas, planas e arredondadas na ponta. De pelagem lisa, ligeiramente mais curta do que no resto do corpo, podem ter pequenas manchas que não devem ser penalizadas. Em posição natural, são pendentes cobrindo a parte posterior das bochechas. Em alerta, elas podem ficar semi-eretas.
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PESCOÇO - de comprimento médio, forte e reto, bem musculado com uma linha superior ligeiramente arqueada. Em forma de cone truncado, une-se à cabeça em um musculoso arco que oculta todos os relevos ósseos desta região e se engasta ao tórax, numa base larga. Revestido por uma pele grossa e elástica que se desliza livremente debaixo de um tecido subcutâneo ligeiramente mais solto do que no restante do corpo, fazendo suaves dobras não pendentes na altura da garganta; esta característica é fundamental para a função do cão. A pelagem nesta região é ligeiramente mais longa.
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TRONCO - o comprimento do tronco (medido da ponta do ombro até a ponta da nádega) é 10% maior que altura na cernelha.
- Linha superior - nivelada; a cernelha e a ponta da anca têm a mesma altura, constituindo os pontos mais altos.
- Cernelha - larga e alta.
- Dorso - largo e forte, com músculos cheios, bem desenvolvidos, formando uma ligeira inclinação para o lombo.
- Peito - largo e profundo. A ponta do esterno é nivelada com a ponta do ombro (articulação escápulo-umeral) e a linha inferior do tórax com o nível dos cotovelos. Tórax amplo, dando máxima capacidade respiratória.
- Costelas - longas e moderadamente arqueadas que articulam com o esterno no nível dos cotovelos.
- Ventre - ligeiramente recolhido da linha inferior do tórax, nunca esgalgado, forte e de boa tensão muscular como nos flancos e lombo.
- Lombo - forte e velado pelo desenvolvimento da musculatura lombar que forma um sulco mediano ao longo da viga vertebral. Ligeiramente mais curto que o dorso, subindo ligeiramente para o topo da garupa. O desenvolvimento dos músculos, na região da linha superior, confere a característica de um perfil ligeiramente selado, sem chegar a ser, o que se acentua nos cães adultos, devido à grande musculatura dorsal.
- Linha inferior - ligeiramente recolhida.
- Garupa - de comprimento médio, larga e musculosa, deixando perceptível a ponta do ílio e ísquio. Sua largura é igual ou ligeiramente menor do que a do tórax, mantendo um ângulo com a horizontal de aproximadamente 30%, o que marca em sua linha superior uma ligeira inclinação arqueada para a raiz da cauda.
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MEMBROS
Anteriores - vistos em conjunto, representam uma unidade forte e de robusta conformação ósseo muscular, proporcionais tronco do cão. Aprumos verticais tanto de frente quanto de perfil.
- Ombros - altos e proporcionados, muito fortes com grandes relevos musculares, sem exageros. Inclinados a 45° com a horizontal.
- Braços - de comprimento médio e proporcionais ao conjunto. Fortes e de importante musculatura, fazendo um ângulo de 45° com a horizontal.
- Cotovelos - robustos, revestidos por uma pele mais grossa e elástica sem dobras nem rugas. Trabalhando rente ao tórax e corretamente direcionados para a frente.
- Antebraços - de comprimento igual ao dos braços e verticais, com ossos fortes, retos e com bom desenvolvimento muscular.
- Carpos - longo e na mesma linha dos antebraços, sem relevos ósseos excessivos e rugosidades.
- Metacarpos - moderadamente retos com boa ossatura e inclinados de 70° a 75° com a horizontal.
- Patas - redondas com dígitos curtos, robustos e bem fechados. Almofadas carnudas e duras cobertas de pele dura e áspera ao tato.
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Posteriores - Posteriores: angulações médias. Vistos em conjunto são fortes e paralelos, conferindo uma imagem de força e potência que sua função requer, assegurando a suficiente propulsão e determinando o modo típico de andar.
- Coxas - comprimento proporcional ao conjunto. Fortes, com importante e bem visível desenvolvimento muscular. Angulação coxofemoral próxima dos 100°.
- Joelhos - trabalhando corretamente direcionados para a frente; angulação fêmoro-tibial cerca de 110°.
- Pernas - ligeiramente mais curtas que as coxas, fortes e com mesmo desenvolvimento muscular.
- Metatarsos - Metatarso robusto, quase cilíndrico e aprumado. Ergôs devem ser removidos.
- Jarretes - o conjunto tarso-metatarso é curto, forte e firme, assegurando a força de propulsão do membro posterior. Tarso robusto, com a parte do jarrete evidenciada. A articulação tíbio-tarsiana faz um ângulo próximo dos 140°.
- Patas - idênticas às dianteiras, ligeiramente menores e mais longas, mas com as mesmas características.
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Cauda - de inserção média, em ângulo de 45° com a linha superior. Portada em sabre, grossa e longa; atingindo os jarretes, sem ultrapassá-los. Em repouso é naturalmente caída. Quando o cão está em ação é portada ligeiramente acima da linha superior e em constante movimento lateral. No trote é portada ao nível da linha superior ou levemente acima dela.
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Movimentação - ágil e firme; com notórias modificações quando alguma coisa o interessa, mudando de atitude com reflexos rápidos, típicos desta raça. Passo pausado. Trote amplo, de boa suspensão anterior e potente propulsão. No galope mostra toda sua energia, desenvolvendo toda a potência que possui. As quatro patas deixam rastros simples e paralelos. Passo de camelo é considerado uma falta grave.
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Faltas - avaliadas conforme a gravidade.
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Faltas graves - falta de desenvolvimento ósseo-muscular (debilidade).
trufa pouco pigmentada.
lábios pendentes.
dentes pequenos, débeis ou cariados. Dentadura incompleta.
olhos excessivamente claros, entrópio ou ectrópio.
peito em barril, peito em quilha.
costelas planas.
excessiva angulação dos membros posteriores.
jarrete excessivamente longo.
andar atípico.
excessiva pigmentação cutânea em exemplares jovens.
pequenas zonas com coloração de pêlo.
desequilíbrio nervoso.
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DESQUALIFICAÇÕES - as gerais e mais:
- trufa sem pigmentação.
- prognatismo superior ou inferior.
- olhos azuis ou de cores diferentes.
- surdez.
- pelagem longa.
- manchas na pelagem do corpo. Mais de uma mancha na cabeça.
- tamanho inferior a 60 cm ou superior a 68 cm.
- agressividade.
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NOTA: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.

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